domingo, 28 de agosto de 2016

melhores condições de instrução e erudição é a que se livra mais facilmente do fundamentalismo e dos extremistas, que são os causadores dos infortunios.

As politicas econômicas que vigoram no mundo são uma mistura de Keynes e Hayek, porem o que verdadeiramente predomina, são os interesses daqueles que detem o poder.

Aqui no Brasil.
Se a consolidação das leis do trabalho que unificou a legislação trabalhista em maio de 1943, foi uma coisa boa para o sistema financeiro e para a prosperidade do País, porque ainda hoje a informalidade da classe trabalhadora é extremamente elevada e porque as empresas de grande porte e as multinacionais terceirizam a maior parte de suas atividades?

Independentemente da força politica que esteja no poder o capitalismo brasileiro é de Estado, improdutivo e caçador de rendas. Exigindo do Brasil em particular que se desdobre mais do que os outros países no mundo, para se adequar a nova ordem mundial, o capitalismo reestruturado, que exigem as sociedades contemporâneas.

A situação chegou neste ponto porque desde Getulio os politicos vem criando leis demagogicas e oportunistas, para sairem bem na foto, e se manterem mamando nas tetas dos bens publico. Nasceu o politico profissional e a informalidade. Sindicatos fortalecem categorias de trabalhadores, quem não faz parte do corporativismo sindical fica desprotegido e relegado as inteperies economicas. Como não é possivel favorecer todos os trabalhadores brasileiros com estas leis demagogicas a informalidade não acaba.

Politicos oportunistas criam leis demagogicas sem se preocupar quem paga a conta e deu no que deu.
Falar em proteção do trabalho sem considerar o problema de forma abrangente é antes de tudo oportunismo e corporativismo, do que solução efetiva e eficaz para os empresários e para os trabalhadores

As esquerdas morimbundas encontram-se desnorteadas como o passarinho hipnotizado pela serpente, a bem da verdade não se pode afirmar que não tiveram a chance de impedir a hecatombe que lhes caiu em cima. Os unicos responsaveis pela situação dramatica que se encontram são os representantes da propria esquerda. Os interminaveis discursos maniquesitas do passado, hoje não fazem mais qualquer sentido.

Como romper com a inércia que mantém as intituladas forças progressistas no mundo em rota descendente e paralisadas por inação incontrolável?

Os equívocos que levaram a situação atual, podem ser sintetizadas: um sindicalismo excludente e indutor de catapultar ao poder seus dirigentes, manutenção da forma de governo que utiliza do fisiologismo como forma de governança, projeto econômico que priorizou o credito para o consumo em vez do credito para a produção e geração de emprego, favorecendo mais uma vez o rentismo em detrimento da produção. E a puxada do tapete definitivo a nova geração de juízes, promotores e delegados de policia não cooptados pelo poder. A opinião publica esta estabelecida em cima de nova catarse que gera repudio ao sistema político de governo tradicional e como consequencia da falência da economia que influi diretamente em sua vida. Diante da ascensão inevitável do conservadorismo, inexiste novo projeto sócio econômico que arregimentasse novamente as pessoas, os grupamentos e as massas da sociedade. A situação atual assemelha-se a uma espécie de limbo, colhe-se os frutos do passado e não se vislumbra o futuro.

A resposta talvez fosse mais simples do que se esperasse.

Até na questão ambiental os equivocos são gritantes e vozes messiânicas insistem em salvar o mundo, invariavelmente escorados em teorias construídas em cima de premissas mal formuladas qdo não definitivamente erradas.
As sociedades no mundo estão configuradas cada vez mais na proposta do consumismo. E logicamente isto não mudara tão cedo. É a conhecida sociedade que necessita gerar cada vez mais lixo. Isto é fato. E porque repudiar o lixo se é ele que torna estável a economia? O mais que se pode fazer é aprimorar a tecnologia da reciclagem e da eliminação dos rejeitos criados pela sociedade.
Alguma coisa mudou no mundo, o pós-guerra mundial, trouxe a guerra fria e o confronto épico de duas vertentes de pensamento sobre governança, a revolução socialista da forma como foi feita se exauriu, o paradigma socialista diluiu-se como nuvem nos ventos espaciais. Necessário enfrentar o presente, olhando para o futuro.

A ideologia  de luta de classes é um ranço do passado, coisa da época romântica de Che Guevara, e seu amigão que tomou conta da ilha no caribe e a mantém até hoje impedida de exercitar alguma coisa parecida com democracia, como acontece com o Brasil, lá nem isto o povo possui. Aqui o arremedo de democracia faz perpetuar no poder os velhos coronelões de sempre. As lutas sindicais os políticos oportunistas que fizeram de tudo para favorecer uma pequena parcela da população em detrimento da Nação. Tudo isto é coisa do passado se quisermos realmente que este Pais se torne algum dia uma grande Nação que dispute com o primeiro mundo um lugar ao sol.

A Nova República (pós-ditadura) está morta! Morreu no dia em que completou 30 anos (1985-2015). A massa rebelada nas ruas (mais de 2 milhões de pessoas, segundo estimativa das polícias militares) falou em impeachment, fora PT e muito (muito mesmo!) em "fim da corrupção". A causa mortis da Nova República decorre de uma série de complicações (econômicas, políticas, sociais, educacionais, eleitorais, "teatrais" etc.), mas a doença de maior eficácia mortífera chama-se cleptocracia, que significa o Estado governado por ladrões pertencentes às classes dominantes ou reinantes, ou seja, as que dominam o poder econômico, financeiro, político e administrativo do País (esses 4 núcleos serviram de base para o Procurador-Geral dividir a criminalidade organizada "complexa" no petrolão).

A cleptocracia, como se vê, não significa qualquer tipo de corrupção ou de roubalheira (que é uma experiência nacional antiga). Trata-se da alta corrupção, da corrupção praticada por quem tem o poder de comandar grande parcela do orçamento público (do Estado brasileiro). Todos os governos da Nova República (governos de Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma) ostentam a imagem de cleptocratas, ou seja, de ladrões (uns mais, outros menos, mas todos os governos receberam essa pecha ou pelo menos todos foram assim percebidos pela população). Luiz Flavio Gomes.

São estranhos esses tempos de vácuo político. O velho morreu, o novo ainda não nasceu. E o que pode vir pela frente é uma incógnita.

Dificil de entender como se pretende crescimento economico, estabilidade financeira a base de forceps, por decreto ou por teoria economica.

A estabilidade economica é consequencia e não causa de uma economia saudável. Estabilidade que até hoje, é forçoso admitir e lamentar, foi uma coisa inexistente no Brasil.

O sonho de consumo da classe média é o de um governo honesto e técnico. Corresponde à sua visão do mundo uma ideologia meritocrática de que a desigualdade social não é em si mesma algo ruim, porque teria fundamentos “naturais”. Por isso, a classe média é atraída pela ideia de um governo esclarecido, até de um déspota, se ele for esclarecido, e estiver cercado daqueles mais competentes para encontrar soluções boas para todos.

Os sindicatos de que provem muito dos atuais governantes, jamais serviram para os interesses da Nação, qdo muito serviram para os interesses da classe que representavam e para os lideres que chegaram ao poder.

As leis trabalhistas seguiram o mesmo caminho, patrocinadas por politicos oportunistas, no primeiro momento deram a falsa impressão de que beneficiavam os trabalhadores, a bem da verdade trouxeram a informalidade e dificuldades para as pequenas e micro empresas.

O Patrão não é o inimigo a ser combatido. È preciso que isto fique muito claro.

O Patrão neste País é também vitima.

Esta ai todo histórico jornalístico contando das agruras que o empreendedor sempre sofreu, vítima dos políticos, dos administradores e fiscais corruptos, que sempre estiveram de tocaia para achacar aqueles que se propuseram a produzir alguma coisa neste País.

O capital não é o monstro. O monstro é o gigantismo do estado, os megas-salarios, a corrupção o sorvedouro que tudo suga em detrimento da saúde da coletividade, a força do coletivo é o individuo e se o individuo tem limitações insuperáveis de crescimento, como é que se pode esperar que a coletividade cresça?

O Estado ideal deveria se situar entre o neoliberalismo e o estatismo. A maquina administrativa deveria ser eficiente e enxuta, tudo isto soa a utopia levando-se em consideração o tamanho da dificuldade que se encontra o Brasil.

O jeitinho brasileiro foi a maneira que o brasileiro encontrou de sobrevivência nesta terra de achaque. 

Até as grandes empresas hoje em dia que terceirizam a mão de obra merecem nossa consideração, porque fazem isto buscando a sobrevivência, e buscando o lucro obviamente. O crescimento do PIB deveria ser consequência do crescimento da produção, repartir o lucro é o que conta. O patrão não é o inimigo, visão tacanha de lutas de classes antiquada e superada, estão ai as cooperativas de gestão dando uma nova perspectiva para a relação patrão empregado.

O funcionário deve ser um aliado do patrão, para haver adoção de novos benefícios é necessário aumentar a receita, a produção, não existe milagre. As grandes empresas se livram destes oportunistas terceirizando, o coitado do pequeno empresário não tem outra saída a não ser diminuir salario ou o numero de empregados.

Da mesma forma que deu sinais de turbinar a indústria e a agricultura, deve faze-lo com o serviço, o mercado interno de consumo. Que se resolva ou o Incentivo em se investir em atividade produtiva, gerando empregos, renda e aumentando a propensão ao consumo, enquanto a taxa básica do BC regular a disponibilidade de recursos bancários para empréstimos e também remunerar a maior parte da dívida pública.

Estamos numa estagnação secular há 30 anos, crescendo a taxas ridículas de 2% ao ano. A agricultura vai bem. O grande problema é a indústria.
A indústria e toda a cadeia do mercado interno e so de pensar em conseguir dar sustentabilidade econômica para este mercado é de desanimar. Porque a agricultura é a única área no Brasil que esta dando certo?
O que sustenta a indústria é um mercado interno forte, esperar uma indústria alavancada principalmente pelas exportações, não da certo nem é suficiente, para manter um crescimento sustentável de longa duração, como não deu certo planos econômicos que focam apenas parcelas do espectro da vida financeira da Nação.

Cerca de quatro milhões de pequenas propriedades rurais empregam 80% da mão-de-obra do campo e produzem 60% dos alimentos consumidos pela população brasileira. No país dos latifúndios, a bem-sucedida produção da agricultura familiar disputa com o agronegócio exportador a atenção do poder público e o reconhecimento de sua participação no desenvolvimento. Aqui se lembra dos carteis dos oligopólios das fusões das mega-empresas com o aniquilamento das pequenas e das medias empresas, da terceirização, enfim do enfraquecimento do mercado interno.

A alta produtividade das pequenas propriedades contrasta com as extensas áreas ocupadas por lavouras de monoculturas e pastagens de pecuária extensiva.

É tão claro a solução que é difícil entender, como se discute tanto o porque do Brasil não dar certo, se a solução esta escancarada na cara de todo mundo. É imprescindível, dotar o mercado interno constituído de pequenas empresas, comercio e serviços, da capacidade de crescimento de que contou o setor agrícola. E ai tem-se que mexer numa 
legislação trabalhista arcaica e uma jurisprudência da justiça do trabalho que viveu as ultimas décadas extorquindo, para penalizar quem pretendeu empreender alguma coisa ou desenvolver qualquer projeto de prosperidade.
É realmente necessario repensar a relação capital trabalho, e não é a intimidação que farão os empresarios se disporem a oferecer direitos trabalhistas, direito subtende-se deveres como reciprocidade, e somente baseada na produção e no resultado que uma relação justa poderia acontecer. O pensamento antiquado e truculento que entende esta relação baseada no confronto  faz com que: - os conflitos acentuaram-se e a humanidade cada vez mais tem o futuro incerto. 

O discurso do conflito como estratégia adequada na relação capital - trabalho se mostrou equivocada e deu errada, um dos efeitos visíveis disto é que extinguem postos de trabalho "contratando máquinas" e que empregam essa "economia" na redução dos preços dos seus produtos, inviabilizando, assim, que a concorrência permaneça empregando mão de obra humana, provocando, no mercado de trabalho, um "efeito dominó".

A intimidação não viabiliza qualquer privilegio, quem da privilegio somente o faz mediante o mérito, excetuando os políticos, obvio, é assim que funciona a democracia e o capitalismo.
Um dos méritos dos tempos de crescimento econômico e das políticas sociais do governo foi garantir que a chamada nova classe média pudesse olhar no longo prazo e planejar o futuro. Segundo especialistas em baixa renda, os 35 milhões de brasileiros que saíram da pobreza tiveram acesso não apenas ao iogurte e ao televisor de 42 polegadas. Finalmente puderam almejar o ensino superior, a casa própria em área com infraestrutura básica e assumir gastos fixos com serviços mais sofisticados - como a internet, que amplia a rede de amigos e as oportunidades de trabalho. Mas a recessão que ronda o País pode comprometer a escalada na pirâmide social.
Durante a crise dos anos 80, ficou famoso o engenheiro que, sem perspectiva de atuar na área, abriu uma lanchonete na Avenida Paulista, em São Paulo, e batizou o local de O Engenheiro que Virou Suco. Souza espera que, após tanto esforço, não se forme para ser o engenheiro que virou chope.
O que há de novo hoje em dia? Um grande contingente que não se enquadra nos modelos acadêmicos. Desde que podem se conectar, adquirem conhecimentos acerca da vida prática de países desenvolvidos, vêm como as coisas acontecem disfuncionaelmente por aqui, seja em que área for, e não se identificam com quaisquer discursos ideológicos proferidos... simplesmente porque eles não cabem em sua experiência cotidiana... detestam sim esse ideário do coitadismos, das bolsas e das cotas, apesar de alguns serem deles beneficiados, porque já sentiram ne pele que  - até pode ser que essa "ajuda" inicial lhes beneficiem - mas depois eles estão por si só e para conseguirem sobreviver é necessário o mérito sim. É necessário que sejam bons, é necessário que sejam desafiados a se superarem.
E o velho discurso do confronto morre por si mesmo.

Novos tempos.