Alguma coisa mudou no mundo, o pós-guerra mundial, trouxe a guerra fria e o confronto épico de duas vertentes de pensamento sobre governança, a revolução socialista da forma como foi feita se exauriu, o paradigma socialista diluiu-se como nuvem nos ventos espaciais. Necessário enfrentar o presente, olhando para o futuro.
A ideologia de luta de classes é
um ranço do passado, coisa da época romântica de Che Guevara, e seu amigão que
tomou conta da ilha no caribe e a mantém até hoje impedida de exercitar alguma
coisa parecida com democracia, como acontece com o Brasil, lá nem isto o povo possui.
Aqui o arremedo de democracia faz perpetuar no poder os velhos coronelões de
sempre. As lutas sindicais os políticos oportunistas que fizeram de tudo para
favorecer uma pequena parcela da população em detrimento da Nação. Tudo isto é
coisa do passado se quisermos realmente que este Pais se torne algum dia uma
grande Nação que dispute com o primeiro mundo um lugar ao sol.
A Nova
República (pós-ditadura) está morta! Morreu no dia em que completou 30 anos
(1985-2015). A massa rebelada nas ruas (mais de 2 milhões de pessoas, segundo
estimativa das polícias militares) falou em impeachment, fora PT e muito (muito
mesmo!) em "fim da corrupção". A causa mortis da Nova República
decorre de uma série de complicações (econômicas, políticas, sociais,
educacionais, eleitorais, "teatrais" etc.), mas a doença de maior
eficácia mortífera chama-se cleptocracia, que significa o Estado governado por
ladrões pertencentes às classes dominantes ou reinantes, ou seja, as que
dominam o poder econômico, financeiro, político e administrativo do País (esses
4 núcleos serviram de base para o Procurador-Geral dividir a criminalidade
organizada "complexa" no petrolão).
A
cleptocracia, como se vê, não significa qualquer tipo de corrupção ou de
roubalheira (que é uma experiência nacional antiga). Trata-se da alta
corrupção, da corrupção praticada por quem tem o poder de comandar grande
parcela do orçamento público (do Estado brasileiro). Todos os governos da Nova
República (governos de Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma) ostentam a
imagem de cleptocratas, ou seja, de ladrões (uns mais, outros menos, mas todos
os governos receberam essa pecha ou pelo menos todos foram assim percebidos
pela população). Luiz Flavio Gomes.
São estranhos esses tempos de vácuo político. O velho morreu, o novo ainda não nasceu. E o que pode vir pela frente é uma incógnita.
Dificil de entender como se pretende crescimento economico, estabilidade financeira a base de forceps, por decreto ou por teoria economica.
A estabilidade economica é consequencia e não causa de uma economia saudável. Estabilidade que até hoje, é forçoso admitir e lamentar, foi uma coisa inexistente no Brasil.
O sonho de consumo da classe média é o de um governo honesto e técnico. Corresponde à sua visão do mundo uma ideologia meritocrática de que a desigualdade social não é em si mesma algo ruim, porque teria fundamentos “naturais”. Por isso, a classe média é atraída pela ideia de um governo esclarecido, até de um déspota, se ele for esclarecido, e estiver cercado daqueles mais competentes para encontrar soluções boas para todos.
Os sindicatos de que provem muito dos atuais governantes,
jamais serviram para os interesses da Nação, qdo muito serviram para os
interesses da classe que representavam e para os lideres que chegaram ao poder.
As leis trabalhistas seguiram o mesmo caminho, patrocinadas
por politicos oportunistas, no primeiro momento deram a falsa impressão de que
beneficiavam os trabalhadores, a bem da verdade trouxeram a informalidade e
dificuldades para as pequenas e micro empresas.
O Patrão não é o inimigo a ser combatido. È preciso que isto
fique muito claro.
O Patrão neste País é também vitima.
Esta ai todo histórico jornalístico contando das agruras que
o empreendedor sempre sofreu, vítima dos políticos, dos administradores e
fiscais corruptos, que sempre estiveram de tocaia para achacar aqueles que se
propuseram a produzir alguma coisa neste País.
O capital não é o monstro. O monstro é o gigantismo do
estado, os megas-salarios, a corrupção o sorvedouro que tudo suga em detrimento
da saúde da coletividade, a força do coletivo é o individuo e se o individuo
tem limitações insuperáveis de crescimento, como é que se pode esperar que a
coletividade cresça?
O Estado ideal deveria se situar entre o neoliberalismo e o
estatismo. A maquina administrativa deveria ser eficiente e enxuta, tudo isto
soa a utopia levando-se em consideração o tamanho da dificuldade que se
encontra o Brasil.
O jeitinho brasileiro foi a maneira que o brasileiro
encontrou de sobrevivência nesta terra de achaque.
Até as grandes empresas hoje
em dia que terceirizam a mão de obra merecem nossa consideração, porque fazem
isto buscando a sobrevivência, e buscando o lucro obviamente. O crescimento do
PIB deveria ser consequência do crescimento da produção, repartir o lucro é o
que conta. O patrão não é o inimigo, visão tacanha de lutas de classes
antiquada e superada, estão ai as cooperativas de gestão dando uma nova
perspectiva para a relação patrão empregado.
O funcionário deve ser um aliado do patrão, para haver
adoção de novos benefícios é necessário aumentar a receita, a produção, não
existe milagre. As grandes empresas se livram destes oportunistas
terceirizando, o coitado do pequeno empresário não tem outra saída a não ser
diminuir salario ou o numero de empregados.
Da mesma forma que deu sinais de turbinar a indústria e a
agricultura, deve faze-lo com o serviço, o mercado interno de consumo. Que se
resolva ou o Incentivo em se investir em atividade produtiva, gerando empregos,
renda e aumentando a propensão ao consumo, enquanto a taxa básica do BC regular
a disponibilidade de recursos bancários para empréstimos e também remunerar a
maior parte da dívida pública.
Estamos numa estagnação secular há 30 anos, crescendo a
taxas ridículas de 2% ao ano. A agricultura vai bem. O grande problema é a
indústria.
A indústria e toda a cadeia do mercado interno e so de
pensar em conseguir dar sustentabilidade econômica para este mercado é de
desanimar. Porque a agricultura é a única área no Brasil que esta dando certo?
O que sustenta a indústria é um mercado interno forte,
esperar uma indústria alavancada principalmente pelas exportações, não da certo
nem é suficiente, para manter um crescimento sustentável de longa duração, como
não deu certo planos econômicos que focam apenas parcelas do espectro da vida
financeira da Nação.
Cerca de quatro milhões de pequenas propriedades rurais
empregam 80% da mão-de-obra do campo e produzem 60% dos alimentos consumidos
pela população brasileira. No país dos latifúndios, a bem-sucedida produção da
agricultura familiar disputa com o agronegócio exportador a atenção do poder
público e o reconhecimento de sua participação no desenvolvimento. Aqui se
lembra dos carteis dos oligopólios das fusões das mega-empresas com o
aniquilamento das pequenas e das medias empresas, da terceirização, enfim do
enfraquecimento do mercado interno.
A alta produtividade das pequenas propriedades contrasta com
as extensas áreas ocupadas por lavouras de monoculturas e pastagens de pecuária
extensiva.
É tão claro a solução que é difícil entender, como se discute tanto o porque do Brasil não dar certo, se a solução esta escancarada na cara de todo mundo. É imprescindível, dotar o mercado interno constituído de pequenas empresas, comercio e serviços, da capacidade de crescimento de que contou o setor agrícola. E ai tem-se que mexer numa
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