legislação trabalhista arcaica e uma jurisprudência da
justiça do trabalho que viveu as ultimas décadas extorquindo, para penalizar
quem pretendeu empreender alguma coisa ou desenvolver qualquer projeto de
prosperidade.
É
realmente necessario repensar a relação capital trabalho, e não é a intimidação
que farão os empresarios se disporem a oferecer direitos trabalhistas, direito
subtende-se deveres como reciprocidade, e somente baseada na produção e no resultado que uma relação justa
poderia acontecer. O pensamento antiquado e truculento que entende esta relação
baseada no confronto faz com que: - os conflitos acentuaram-se e a humanidade
cada vez mais tem o futuro incerto.
O
discurso do conflito como estratégia adequada na relação capital - trabalho se
mostrou equivocada e deu errada, um dos efeitos visíveis disto é que
extinguem postos de trabalho "contratando máquinas" e que empregam
essa "economia" na redução dos preços dos seus produtos,
inviabilizando, assim, que a concorrência permaneça empregando mão de obra
humana, provocando, no mercado de trabalho, um "efeito dominó".
A intimidação não viabiliza qualquer privilegio, quem da privilegio
somente o faz mediante o
mérito, excetuando os políticos, obvio, é assim que funciona a
democracia e o capitalismo.
Um dos méritos dos tempos de crescimento econômico e das
políticas sociais do governo foi garantir que a chamada nova classe média
pudesse olhar no longo prazo e planejar o futuro. Segundo especialistas em baixa
renda, os 35 milhões de brasileiros que saíram da pobreza tiveram acesso não
apenas ao iogurte e ao televisor de 42 polegadas. Finalmente puderam almejar o
ensino superior, a casa própria em área com infraestrutura básica e assumir
gastos fixos com serviços mais sofisticados - como a internet, que amplia a
rede de amigos e as oportunidades de trabalho. Mas a recessão que ronda o País
pode comprometer a escalada na pirâmide social.
Durante a crise dos anos 80, ficou famoso o engenheiro que, sem
perspectiva de atuar na área, abriu uma lanchonete na Avenida Paulista, em São
Paulo, e batizou o local de O Engenheiro que Virou Suco. Souza espera que, após
tanto esforço, não se forme para ser o engenheiro que virou chope.
O que há de novo hoje em dia? Um grande
contingente que não se enquadra nos modelos acadêmicos. Desde que podem se
conectar, adquirem conhecimentos acerca da vida prática de países
desenvolvidos, vêm como as coisas acontecem disfuncionaelmente por aqui, seja
em que área for, e não se identificam com quaisquer discursos ideológicos
proferidos... simplesmente porque eles não cabem em sua experiência
cotidiana... detestam sim esse ideário do coitadismos, das bolsas e das cotas,
apesar de alguns serem deles beneficiados, porque já sentiram ne pele que
- até pode ser que essa "ajuda" inicial lhes beneficiem - mas
depois eles estão por si só e para conseguirem sobreviver é necessário o mérito sim. É
necessário que sejam bons, é necessário que sejam desafiados a se superarem.
E o velho discurso do confronto morre por si mesmo.
Novos tempos.
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